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Notícias

2019-05-20

ALMA: TER OU SER


Há poucos dias, durante o velório de meu amigo, advogado Décio Gianelli Rodrigues Martins, ouvia as pessoas comentarem o quanto haviam sido ajudadas por ele. Mencionavam sua solidariedade, seu dinamismo e o que fizera por seus semelhantes.


Lembrei-me de um pensamento que sempre me impressionou, de C. S. Lewis, intelectual e apologista cristão irlandês, que, se lido apenas em seu início, é chocante, mas em sua integralidade revela o que somos. Ele afirmou: “Não tenho uma alma. Sou uma alma. Tenho corpo”.


Minha reflexão era exatamente no sentido de que a alma desprendia-se do corpo que ela tinha.


Décio, como professor, advogado, participante de atividades públicas, sempre foi solidário e realizador. Viveu pensando em produzir resultados para os seus semelhantes. Foi defensor de causas que entendia justas. Criou um grande escritório de advocacia e um instituto de pesquisas jurídicas – o IPGM – reconhecido por decreto como de utilidade pública. Gerou empregos e sempre foi uma alma voltada para a prática do bem.


Ele era alma. Tinha corpo, no qual o coração lhe dera muitos sustos, mas onde havia um cérebro privilegiado e a serviço do bem.


As manifestações que eu ouvia, durante o velório, e o carinho com que se despediam seus amigos e familiares me faziam refletir sobre as lições que deixara. Não temos alma. Somos alma.


O corpo, muitas vezes, tem as suas deficiências, mas, sejam quais forem as dificuldades que enfrentemos, o cérebro que nele habita deve estar voltado não para a ganância e para o egoísmo, mas objetivando a prática de solidariedade que resulta em bem-estar de nossos semelhantes.


Quando nos despedimos de alguém, pelo desprendimento da alma do corpo, temos o sentimento de saudade como dor pela separação.


Em minha vida, passei por alguns golpes muito fortes e aprendi a administrar saudade não como dor pela separação transitória, mas como lembrança dos momentos felizes vividos juntos e a certeza da alegria do reencontro.


A Páscoa nos faz lembrar que na vida há sexta-feira da Paixão, mas que sem ela não haveria a festa do domingo da Ressurreição.


Os familiares do Décio recebem afeto das pessoas que com ele conviveram, mas tenho certeza de que se lembrarão do que ele foi e por eles fez e que almas voltadas para o bem, quando se separam do corpo, vão para junto da luz.


Odacir Klein



 
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